31 de julho de 2025

ESPECIAL DE FIM DE SEMANA. O exemplo de Dilma. A presidente Dilma Ruosseff deu um exemplo de como os governantes devem se comportar em relação aos seus adversários políticos.<BR>

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Por Carlos Alberto Barbosa.



(Natal-RN, 11/02/2011) Pode parecer normal e deveria ser, mas no caso do Brasil não é. A política brasileira costuma ser de retaliações. Se um governante assume o poder, trata logo de não atender os pleitos de seus adversários. Sempre foi assim. A coisa

começou a mudar com o ex-presidente Lula.



Mas, esta semana, a presidente Dilma Ruosseff deu um exemplo de como os governantes devem se comportar em relação aos seus adversários políticos. Sem ao menos constar de sua agenda administrativa, e após 40 dias de estar a frente da Presidência da República, recebeu em seu gabinete a governadora do Rio Grande do Norte Rosalba Ciarlini, que é do DEM do líder da legenda no Senado José Agripino Maia (PT) , talvez o maior algoz do PT, partido de Dilma.



Pois muito bem: Dilma, por solicitação do líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), abriu as portas do Palácio do Planalto para Rosalba que foi levar a ela alguns pedidos para o Rio Grande do Norte. A inesperada audiência, que seria apenas de 15 minutos acabou durando aproximadamente 1 hora, conforme relato do peemedebista no twitter logo após a reunião.



Dilma não só recebeu Rosalba, como também, como diz o próprio texto da assessoria de imprensa do governo democrata, a governadora potiguar nem precisou esperar a reunião dos governadores do Nordeste com a presidente – marcada para o dia 21 de fevereiro, em Aracaju – para ter a resposta que aguardava em relação ao Aeroporto de São Gonçalo, até então conceituado como ponto principal da pauta que será levada ao encontro. Dela (Dilma), Rosalba recebeu a garantia de que a obra é prioridade em seu governo.



– A presidente foi taxativa: o Aeroporto de São Gonçalo é uma questão de honra para o governo, repetiu otimista Rosalba.



É isso. Dilma começa bem o seu governo dando exemplo de que pode existir harmonia entre os contrários, no caso os adversários políticos, afinal de contas ela foi eleita presidente para governar o Brasil como um todo e não pode distinguir aliados de adversários políticos. Que sirva de exemplo até para a própria Rosalba no convívio que terá com os prefeitos.



( Por Carlos Alberto Barbosa, especial para a Política Real, com edição de Genésio Jr )