ESPECIAL DE FIM DE SEMANA. Bancada do Nordeste tem renovação de 44%. Com 67 novos deputados, bancada tem mais parlamentares da esquerda que da direita
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Brasília-DF, 08/10/2009) A Bancada do Nordeste na Câmara dos Deputados teve renovação de 44%, com 67 novos deputados. Dos que tentavam a reeleição, 84 voltarão no ano que vem para suas cadeiras. Partido da base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva cresceram, com destaque para o PTB (33%). Partidos de oposição diminuíram, principalmente o DEM (34,78%).
A bancada estadual que mais sofreu renovação foi a de Sergipe, de 75%, com seis novos deputados nas oito cadeiras que o Estado ocupa na Câmara. Não vão voltar para o Congresso Nacional os deputados Albano Franco (PSDB) e José Carlos Machado (DEM), que perderam eleição para o Senado; Jackson Barreto (PMDB), que foi eleito vice-governador, e Pedro Valadares (DEM), que perdeu disputa para a Assembléia Legislativa.
O deputado Iran Barbosa (PT), que tentava reeleição, não conseguiu êxito. O deputado Eduardo Amorim (PSC) foi eleito Senador. O estado que menos sofreu renovação foi Rio Grande do Norte (12,5%), que só trocou um de sua bancada de sete deputados, Paulo Wagner (PV). Não volta para a Câmara Rogério Marinho (PSDB), que não conseguiu a reeleição.
Depois de Sergipe, no ranking de renovação, vem Alagoas (66%), Piauí (50%), Bahia (46%), Ceará (45%), Pernambuco (44%), Paraíba (41,6%) e Maranhão (27%). Dos principais deputados que a Bancada do Nordeste perdeu estão, na Bahia, Colbert Marins (PMDB), João Almeira (PSDB), Jorge Khoury (DEM), Luiz Carreira (DEM), Geddel Vieira Lima (PMDB), Luiz Bassuma (PV), Edson Duarte (PV) e José Carlos Aleluia (DEM), que não conseguiram reeleição, ou tentaram mudar de cargo e não foram eleitos.
No Ceará, o deputado Ciro Gomes (PSB), não tentou reeleição, pois transferiu seu título eleitoral para São Paulo. No Maranhão, entre os mais importantes, ficará sem cargo eletivo em 2011 os deputados Flávio Dino (PCdoB), que perdeu a disputa para o governo do Estado, e o deputado Roberto Rocha (PSDB), que perdeu corrida para o Senado.
De Pernambuco, também não voltará ao Congresso o deputado Raul Jungmann (PPS), que perdeu disputa para o Senado, e o deputado Roberto Magalhães (DEM), que não disputou nenhum cargo eletivo. Pelo Piauí, perdeu a disputa o deputado Nazareno Fonteles (PT), que tentava a reeleição.
A nova Bancada do Nordeste terá mais deputados aliados ao atual governo que de oposição. Com baixa em quase todos os estados do Nordeste, e principalmente na Bahia, onde foi reeleito o governador Jaques Wagner (PT), o DEM foi o partido que mais diminui no Nordeste. Tinha 23 deputados e passou a ter 15.
O PT, que manteve dois governadores na região, além de Wagner, Marcelo Déda, no Sergipe, teve sua bancada aumentada em 16,6%, e passou de 20 para 24, principalmente por conta do aumento de petista na bancada da Bahia, de seis para 10.
O PSB, que reelegeu dois governadores, Eduardo Campos (Pernambuco), e Cid Gomes (Ceará), e ainda pode reeleger Wilson Martins no Piauí e Ricardo Coutinho na Paraíba, ambos disputando o segundo turno, também cresceu. Passou de 11 para 14 deputados, com um aumento de 21,42%.
O partido que mais aumentou sua representação na Bancada do Nordeste foi o PTB, que subiu de seis deputados para nove, e que ficou na frente do PCdoB (28%), com elevação de cinco para sete deputados, e do PDT (25%), que cresceu de seis para oito.
O PMDB, que cedeu o lugar de maior partido para o PT na Câmara dos Deputados, entre os nordestino continua com a mesma força. Apesar do crescimento dos petistas, o PMDB também cresceu de 25 para 26 deputados. No Maranhão, onde a governador Roseana Sarney (PMDB), foi reeleita, e os dois candidatos a senadores do partido também conseguiram vitória, o partido teve um crescimento relevante de três para cinco deputados.
Já o PSDB, perdeu um deputado na bancada, passando de 12 para 11. Apesar de ter crescido na Paraíba (de um para dois deputados), e em Alagoas, onde ganhou um representante, e de ter se mantido em outros estados, os tucanos perderam seus únicos deputados no Rio Grande do Norte e no Sergipe, e tiveram queda no Ceará (de dois para um), onde foi travada a maior derrota com PSDB no Nordeste, com o senador Tasso Jereissati (PSDB) não conseguindo a reeleição.
(Por Evam Sena, especial para a Política Real, com edição de Genésio Jr )