31 de julho de 2025

ESPECIAL DE FIM DE SEMANA. Quanto vale um deputado. Deputado federal João Maia tem capital eleitoral que faz inveja a qualquer candidato

.

Por admin
Publicado em

(Natal-RN, 09/07/2010) A política mexe com muito jogo de interesses. Desde o patrimônio eleitoral até o patrimônio de bens propriamente dito. O deputado João Maia (PR-RN ), por exemplo, é detentor de um invejável patrimônio que soma R$ 14.116 milhões. Como economista e banqueiro não é de se espantar.

Certamente João Maia com esse patrimônio não precisaria da política para sobreviver. Dos candidatos que vão disputar o pleito este ano no Rio Grande do Norte, incluindo aí senadores e governadores, Maia é com toda certeza o mais rico pelo que declarou à justiça eleitoral.

Talvez esteja aí tanto interesse dos grupos políticos-partidários em tê-lo como correligionário. E isso serve para governo e oposição, indiferentemente. O dinheiro não trás felicidade, mas ajuda, e como! Numa candidatura majoritária, então, nem pensar. Mas João Maia também tem um capital eleitoral, que somado ao seu patrimônio político faz inveja a qualquer candidato.

Cotado para ser vice na chapa encabeçada pelo governador Iberê Ferreira de Souza (PSB), candidato a reeleição, Maia prefeiu seguir sua carreira solo e formar chapa proporcional com o PMDB, do deputado federal Henrique Eduardo Alves, e o PV da prefeita de Natal, Micarla de Souza.

João Maia antes de entrar para a vida pública foi sócio da Fator Projetos e Assessoria, do Grupo Fator, em São Paulo. Retornou ao estado a convite da então governadora Wilma de Faria (PSB), que o nomeou secretário do Desenvolvimento Econômico.

Elegeu-se deputado federal em 2006, com 196.292 votos, a terceira maior votação proporcional do país e o deputado mais votado do PL em todo o Brasil, antigo nome do PR.

João Maia nunca esteve envolvido em escândalo, diferentemente de seu irmão, o ex-diretor do Senado Agaciel Maia, que ressurgiu na cena da política de Brasília como candidato a deputado distrital pelo PTC e que foi protagonista do escândalo dos “atos secretos” e suspeito de envolvimento com licitações fraudulentas na Casa.

(Por Carlos Alberto Barbosa, com edição de Evam Sena)