31 de julho de 2025

Bancada do Nordeste. Ministério da Agricultura anuncia preço menor do milho para avicultores do Nordeste. A Política Real está acompanhando…

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Por admin
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( Brasília-DF, 26/05/2010) Depois de ouvir pedidos dos deputados federais da bancada do Nordeste em café da manhã nesta quarta-feira, 26, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wagner Rossi, anunciou que o preço do milho para avicultores da região irá diminuir. Para os pequenos produtores, o insumo será oferecido no balcão ao preço de R$ 22 a saca de 60 kg.



Para os grandes produtores, o ministro afirmou que o segundo leilão do milho da safra 2009/2010, que será realizado na próxima semana, vai escoar o grão produzido na Bahia, que será destinado exclusivamente para o Nordeste.



“Se não os [estados] grandes compram para exportação ou outro meio e não vai [para o Nordeste]”, disse Wagner Rossi. Segundo o ministro, no primeiro leilão não houve condições técnicas de colocar a produção baiana no primeiro.



“A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) também está de acordo. Esse atendimento se destina aos que consomem em quantidades mais elevadas o milho como insumo, seja para a avicultura, seja para a indústria. No Nordeste, a indústria de alimentos de milho é muito importante para a alimentação popular”, disse o ministro.



Para os pequenos avicultores e pequenos pecuaristas de gados, o ministério vai continuar a entregar o milho no balcão, pela média do preço que o insumo é importado da Argentina, a R$ 22 a saca de 60 kg. Wagner Rossi afirmou que a medida é viável e que já foi praticada no Ceará recentemente.



“Nós baixamos o preço, porque estava um absurdo um preço de R$ 32, R$ 30. Quero dizer a Pernambuco e a todos os estados que o compromisso do presidente [Luiz Inácio] Lula [da Silva] é manter a paridade da importação [da Argentina], que hoje sai a R$ 22 a R$ 24. Nós vamos baixar o preço para R$ 22, que é um preço razoável para o Nordeste”, disse o ministro.



O café da manhã com o ministro da Agricultura foi uma proposta do deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE). Participaram do encontro também o presidente da Conab, Alexandre Magno e o secretário de Política Agrícola, Edílson Guimarães. A resposta de Rossi veio ao pedido de Patriota que o ministério autorize a importação da Argentina ou destinasse o milho da Bahia somente para o Nordeste.



“A avicultura no Nordeste não é apenas o emprego e a renda. Nós comemos é frango mesmo. lamentavelmente, o Mato Grosso chega em Pernambuco por quase R$ 30 reais uma saca. Eu pedi para que o pessoal do Nordeste não participe do leilão de amanhã. E não é um protesto, é porque se eles participarem, vão aumentar o quilo do frango lá”, disse o deputado.



Patriota sugeriu que também sejam incluídos em futuros leilões exclusivos para o Nordeste a produção da região da Gurgueia, no Piauí, do Maranhão e de Sergipe. O deputado Armando Abílio (PTB-PB), sogro do presidente da Conab, pediu também a inclusão da Paraíba.



Frete – A deputada Fátima Bezerra (PT-RN) afirmou que o ministério não deve priorizar a exportação de milho, sem revolver a questão do mercado local, inclusive do Nordeste. Rossi disse que a causa do alto preço do grão no Nordeste não é a exportação do insumo, que poderia causar baixa oferta no mercado local. Segundo o ministro, o motivo do preço é o frete cobrado no transporte.



“Nessa época da safra geral do verão, que terminou, os fretes sofrem muitos aumentos. Você não consegue tirar um caminhão porque a safra de soja no Mato Grosso e em outros estados atrai todo o volume de logística disponível. Aí você acaba tendo que pagar um frete absurdo para levar o milho para o Nordeste”, disse Rossi.



O ministro explicou que o preço do milho está muito barato na fonte produtora, e que se parte da safra não for exportada, o produtor do grão não conseguirá cobrir seus custo. “Nós não temos ligações diretas [para o Nordeste], temos que vir para o Centro-sul, atravessar o Goiás, e daí começar a movimentar para o Nordeste. É uma distância tão grande para caminhão que não há quem consiga”, disse.



Wagner Rossi disse que o Ministério de Agricultura está fazendo esforço para diminuir o impacto do frete sobre o preço do produto, em benefício principalmente para os pequenos agricultores, pecuaristas e os suinocultores.



( por Evam Sena, especial para a Política Real, com edição de Genésio Junior)