Bancada do Nordeste. Deputados cearenses pede inclusão da Região do Cariri no PAC 2. A Política Real acompanhou…
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( Brasília-Df, 28/04/2010) Em café da manhã da Bancada do Nordeste na Câmara com a coordenadora da segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), Míriam Belchior, nesta quarta-feira, 28, os deputados cearenses José Guimarães (PT), José Pimentel (PT) e Gorete Pereira (PR) pediram que a região do cariri seja incluída no grupo de municípios que terá prioridades nos projetos sociais e urbanos do programa.
Os municípios brasileiros serão divididos em três grupos de prioridade o PAC. O grupo principal, com 60% da população do país, será formado por onze regiões administrativas – no Nordeste, Fortaleza, Salvador e Recife – além de o RIDE/DF, municípios do Norte, Nordeste e Centro-oeste com mais de 70 mil habitantes e municípios do Sul e Sudeste com mais de 100 mil habitantes.
Só esse grupo vai receber postos comunitários de segurança e prevenção a áreas de risco, com prioridade para locais onde houve mortes. A seleção de projetos para essas cidades será primeiro, e começará na segunda semana de maio.
“No Cariri você tem a Transnordestina, a Transposição de bacias e o Pólo Gesseiro de Araripina. É uma região metropolitana que engloba várias cidades, com uma população enorme, inclusive Juazeiro, já com mais de 300 mil habitantes. Não é uma região metropolitana qualquer, em função da porta de entrada para o Nordeste”, defendeu José Guimarães.
José Pimentel pediu também que a extensão do Gasene, gasoduto que liga o Nordeste ao Sudeste, ao Cariri, já previsto pela Petrobrás, seja incluído no PAC. Gorete pediu prioridade à região para ampliação de serviço de saneamento básico. “Essa cidade [Juazeiro], que é uma das maiores do Brasil, a cidade do Padre Cícero, nós temos 60% de falta de esgotamento sanitário”, disse a deputada.
Míriam Belchior afirmou que é difícil considerar o Cariri como região metropolitana no nível das onze já contempladas no PAC. “Mas estão todos os municípios, no Nordeste, com mais de 70 mil habitantes, que são os municípios-pólo em cada estado. Porque não são [municípios com mais de] 100 mil [habitantes, como no Sul e Sudeste]? Porque várias cidades importantes do Nordeste ficariam fora. A gente fez diferenciado, respeitando a realidade de cada região do país”, disse a coordenadora do PAC 2.
( por Evam Sena, especial para a Política Real, com edição de Genésio Junior)