31 de julho de 2025

Bancada do Nordeste. Governo não incha dados do PAC, afirma coordenadora da segunda fase do programa. A Política Real acompanhou…

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( Brasília-DF, 28/04/2010) A coordenadora da segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), Míriam Belchior, afirmou nesta quarta-feira, em reunião com a Bancada do Nordeste, que o governo não incha os dados do PAC 1 e não faz “contrabando” de cifras do crédito imobiliário para o programa, que é um dos carros-chefes do governo Lula e da campanha da pré-candidata petista à presidência, Dilma Rousseff, considerada a “mão do PAC”.



Belchior ratificou que o PAC já tem 40,3% das ações concluídas, com R$ 256,9 bilhões investidos dos R$ 638 bilhões previstos. Ela contestou os dados da ONG Contas Abertas, de que só 11% do programa já foi executado. Segundo a coordenadora, a ONG tem como critério a quantidade de obras, e o governo compara pelo valor dos empreendimentos.



“Nós consideramos o valor, porque eu não posso comparar um gasoduto na Amazônia, que custa quase R$ 2 bilhões, com uma obra da Funasa, de R$ 300 milhões. Para vocês terem uma idéia, a gente tem mais de 5 mil obras da Funasa, enquanto que de energia, temos 600. A gente acha que o mais justo é comparar em valor. Em valor a gente já executou 40%”, afirmou Belchior.



Dos setores, habitação e saneamento tiveram maior execução segundo o governo, de 66,4%; em logística, energia, social e urbano, foi 27,6%. Em logística (rodovias, aeroportos, ferrovias), foram investidos R$ 40,5 bilhões desde o início do PAC. Em Energia (campos de petróleo, geração, refino, gasodutos), foram investidos R$ 72,9 bilhões, e na área social e urbana (Luz para Todos, habitação, saneamento), R$ 144 bilhões.



Míriam Belchior negou também que haja “contrabando” de dados do crédito imobiliário para inchar os dados do programa. Segundo ela, o financiamento habitacional por pessoa física já estava previsto no PAC desde seu lançamento, em 2007, e com isso, o governo conseguiu alavancar o mercado imobiliário.



“O papel do governo foram as mudanças nas regras feitas pelo CMN para obrigar os bancos a aplicarem o recurso da poupança em crédito imobiliário. Foi isso que fez o volume de recursos aplicados sair de R$ 5 bilhões em 2002 para R$ 44 bilhões em 2009”, disse Míriam Belchior.



A coordenadora negou também que o PAC 2 seja uma repetição da primeira fase do programa. “O PAC 2 tem 441 obras novas na área de infraestrutura e logística, vamos definir a área social e urbana, e apenas 31% são obras originárias do PAC 1, mas aqueles que, lá em 2007, já estavam previstos para terminarem depois de 2010”, alegou Belchior, exemplificando com as usinas de Jirau e Santo Antônio, em Rondônia.



Segundo dados apresentados pela coordenadora, a participação do investimento público mais o privado no PIB passou de 16,4% em 2006 para 18,7% em 2008. Só o investimento público, da União e dos Estados, subiu de 1,6% em 2006 para 2,9% em 2009.



Belchior afirmou também que o governo atingiu a meta do PAC também na geração de empregos. A criação de postos de trabalho no setor de construção de rodovias e ferrovias cresceu 76% entre 2006 e 2009, enquanto na construção civil, o crescimento foi de 41%. No setor de energia (geração e distribuição), o crescimento foi de 38%; na área de saneamento, 64%; teve sua geração de empregos.



( por Evam Sena, especial para a Política Real, com edição de Genésio Junior)