31 de julho de 2025

Bancada do Nordeste. “Fundo Constitucional ficou pequeno para o Banco do Nordeste”, afirma presidente da instituição. Roberto Sminth revelou oa vanços do BNB frente desde ao combate a inadimplência a criação de uma empresa de projetos…

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Por admin
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(Brasília-DF, 16/09/2009) Em café da manhã com a Bancada do Nordeste, em comemoração aos 20 anos da regulamentação do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), o presidente do Banco do Nordeste, Roberto Smith, afirmou que o fundo ficou pequeno para a instituição financeira e que o banco precisa de capitalização.

O Banco do Nordeste é o administrador do FNE e bastante dependente do Fundo. Do total de R$ 38 milhões de ativos administrados pelo banco em junho deste ano, R$ 27 milhões correspondem ao fundo. O estoque total de operações de crédito foi de R$ 30 milhões, sendo R$ 23 milhões vindos do FNE.



“O fundo é pequeno para o banco e é pequeno pros investimentos que nós temos”, afirmou Roberto. Neste ano, o Banco do Nordeste ainda terá diminuição do valor de repasse do fundo, que será finalizado em R$ 3,2 milhões. “Isso nos fez procurar o Ministério da Fazenda e o Tesouro Nacional, e o BNDES deverá repassar R$ 4 milhões para atender as demandas que estão surgindo”, afirmou.



Apesar disso, o Banco do Nordeste pretende aplicar até R$ 9,5 milhões de reais do Fundo do Nordeste, em face dos R$ 7,8 milhões do ano passado. “Isso significa que o patrimônio do fundo hoje é dotado de uma rotatividade em que os recursos estão dentro de um fluxo que realimentam esse fundo”, disse.



“Isso sem contar as demandas que devem ocorrer em função agora do leilão de energia eólica. Nós estimamos que o Nordeste deverá ter investimentos na ordem de R$ 3 milhões a R$ 4 milhões. E mais alguns recursos que estão sendo mobilizados para os preparativos para a Copa, que deve atingir R$ 2 milhões”, acrescentou Roberto.



Em junho deste ano, o banco deixou de operar crédito, pois seu Índice de Basiléia atingiu o nível mínimo determinado pelo Banco Central, de 11%. O Índice de Basiléia é um indicador da resistência dos bancos a choque e é calculado dividindo proporção entre o capital das instituições financeiras e o valor de seus ativos ponderados pelos correspondentes riscos.



Depois de empréstimo de R$ 600 milhões com o próprio FNE, o Índice de Basiléia do Banco do Nordeste subiu para 15%, mas, segundo Roberto Smith, já está em 13,8%. “O banco do Nordeste necessita fortemente de aumento de capital. Estou saindo daqui buzinar no Ministério da Fazenda que precisamos capitalizar o banco, porque os níveis de crescimento do Nordeste são muito grandes, e a demanda é enorme”, justificou.



O coordenador da Bancada do Nordeste, deputado Zezéu Ribeiro (PT-BA) afirmou que os parlamentares da região vão tentar incluir no orçamento da União, a previsão de aumento do capital do Banco do Nordeste. “Nós já fizemos isso por duas vezes, e estamos chegando num momento que seria importantíssima a manifestação da bancada nesse sentido”, disse o deputado.

Inadimplência – Roberto Smith afirmou que a inadimplência das operações de crédito no banco caiu de 37,5% dezembro de 2002 para 3,3% em junho de 2009. Os valores são de parcelas com atraso superior a um dia sobre o saldo devedor total.



O Banco do Nordeste é uma instituição financeira de capital misto e aberto, com 90% de seu capital sob controle do Governo Federal, que operacionaliza o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e administra o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). Em 20 anos de FNE, o banco já aplicou R$ 56 bilhões.



O banco conta também com outras fontes de financiamento nos mercados interno e externo, por meio de parcerias e alianças com instituições nacionais e internacionais, incluindo o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). São clientes as empresas, associações e cooperativas, as entidades governamentais federal, estaduais e municipais e não-governamentais e pessoas físicas.



Planejamento – Roberto Smith adiantou que a instituição está estruturando uma empresa criadora de projetos para a região. “A idéia é criar projetos, procurando fugir dessa idéia de ser apenas um balcão de demandas, mas de estruturarmos projetos que possam atrair empreendedores e governo”, explicou.



( por Evam Sena, especial para a Política Real, com edição de Genésio Araújo Junior