Bancada do Nordeste. Márcio Pochman, do IPEA, afirma que Nordeste precisa de projeto de desenvolvimento e vontade política. A Política Real está atenta e teve acesso…
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( Brasília-DF, 08/07/2009) A Política Real acompanhou. O Nordeste precisa de um projeto de desenvolvimento a médio e longo prazo e de vontade política para realizá-lo, afirmou o presidente do IPEA (Instituto de Pesquisas Aplicadas), Márcio Pochman, em café-da-manhã com a Bancada do Nordeste nesta quarta-feira, 8. O encontro, que discutiu a crise econômica financeira, também teve a presença do superintendente do ETENE/BNB, Sydrião Alencar.
Segundo Pochman, esse projeto deve levar em conta a vocação da região. “Entre as décadas de 30 e 80, a integração do Nordeste foi subordinada às regiões Sudeste e Sul. O processo de expansão era copiado de SP e não eliminou, se não aprofundou, as desigualdades regionais”, declarou o presidente do IPEA.
Pochman lembrou a importâncias de obras que vão integrar a região, como a rodovia Transnordestina, ou que vão ligar o Nordeste ao mundo, como os portos, mas ressaltou que também é imprescindível valorizar o mercado interno nordestino.
“O projeto é importante, mas imprescindível é uma maioria política”, afirmou Pocham, para o qual, o Nordeste sai na frente por ter maior capacidade de reunião política entre governantes.
O presidente do IPEA afirmou que o Brasil vive um momento oportuno para alterar sua trajetória como produtor de bens primários. “Os países que somente produzem bens primários acabam transferindo renda para os que produzem máquinas”, afirmou Pochman. “Com a crise, há espaço para o Brasil ter um protagonismo nunca antes visto”, disse.
Para o Nordeste, as oportunidades são ainda maiores alegou Pochman. Segundo ele, o Brasil está diante de uma nova organização regional, em que o Sudeste tem menor crescimento em relação às regiões mais pobres, Nordeste, Norte e Centro-Oeste.
( por Evam Sena, especial para a Política Real, com edição de Genésio Araújo Junior)