31 de julho de 2025

Bancada do Nordeste. Transposição do São Francisco pode ficar parada, mesmo após concluída. Gorete Pereira (PR-CE) alerta para indefinição da empresa que vai executar a obra…

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Por admin
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(Brasília-DF, 03/06/2009) Dentre as polêmicas nordestinas, uma delas que já está em execução pode ficar parada. Embora esteja andando a passos lentos, a transposição do Rio São Francisco tem mostrado que pode sim sair do papel, mas também tem exposto suas fragilidades. Segundo o diretor da Agência Nacional das Águas, José Machado, um dos problemas enfrentados pela transposição é a falta de gestão nos estados receptores.



De acordo com Machado, em alguns anos teremos o sistema funcionando. No entanto, ele pode ficar parado caso os estados não tenham solução para a a gestão e o pagamento da água. “Como esses estado vão pagar essa água. Ela não vai chegar gratuitamente. Os custos terão que ser ressarcidos para ter sustentabilidade”, explica.



Além disso, três dos quatro estados não tem condições de receber a água. Entre Ceará, Paraíba, Rio Grande do Norte e Pernambuco, apenas o Ceará conta com algum tipo de organização. “Os estados que não tem sistema de gestão para recepcionar essa água. São lacunas que nos preocupam”.



Outra preocupação no caso da transposição do rio é a execução da obra. A deputada Gortete Pereira (PR-CE) alerta para o fato de que ainda não se sabe quem vai comandar a execução da obra. “é uma obra que não tem ninguém no comando”, diz.



Machado lembra que a obrigação inicial era da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), mas que com o tempo a empresa perdeu essa responsabilidade. E hoje não existe nenhuma liderança capaz de assegurar a responsabilidade. “Sugiro aos deputados que pressionem para que o processo possa continuar ou ele pode ser embargado”, avisou.



(por Grasielle Castro – [email protected] )