Bancada do Nordeste. Deputados baianos reclamam do funcionamento da Caixa para Dilma. Ministra defende o banco e diz que é preciso encontrar um caminho para órgão e empresas trabalharem juntos…
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(Brasília-DF, 11/03/2009) O novo projeto de incentivo a compra de moradia apresentado pela ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, aos nordestinos ainda encontra barreiras. Um dos maiores entraves vistos pelos deputados para o bom andamento do projeto é a Caixa Econômica Federal como administradora dos recusos.
O primeiro deputado a reclamar foi o baiano José Rocha (PR). Rocha denunciou a falta de pessoal no banco. Segundo ele, os municípios perdem emendas por falta de pessoal na empresa para atender. “Às vezes o convênio está quase fechado e não sai por causa da Caixa”, reclamou. Em seguida, o também baiano João Bacelar (PL) afirmou que a Caixa impõe dificuldades para aplicar recursos e disse que ela não está preparada para administrar um investimento grande, como este do plano habitacional.
A ministra Dilma Roussef explicou aos deputados que existe um problema que vem sendo resolvido. Segundo ela, há mais de 20 anos a Caixa estava parada sem trabalhar com investimentos. “Nos outros governos ela não trabalhou”, justificou. “Antes a obra começava e parada. Não tinha projeto e planejamento. Hoje sem o projeto, a obra não sai do papel. E tem que ser assim senão a Caixa não libera recursos e o Tribunal de Contas da União fecha a Caixa”, alegou.
Dilma lembrou que no plano habitacional a Caixa e as empresas trabalharão juntas para definir procedimentos e encargos. “Haverá um esforço para viabilizar as duas coisas. O padrão da construção deve ser entregue com eficiência e qualidade e de outro lado o controle”, disse.
Os dois deputados aproveitaram a ocasião para pedir a inclusão de ferrovias baianas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e profissionalização do segundo grau. A ministra, no entanto, afirmou que não tem o poder de adicionar imediatamente nenhuma obra no PAC, mas prometeu que analisará com sua equipe cada caso.
(por Grasielle Castro – [email protected] )