Bancada do Nordeste. Nordestinos estão preocupados com a Caatinga. Parlamentares pedem a ministro do Meio Ambiente apóio para conseguirem colocar na pauta a PEC que torna a Caatinga patrimônio da União …
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(Brasília-DF, 03/12/2008) Os parlamentares nordestinos se reuniram hoje com o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, para pedir apoio e conseguirem colocar na pauta a Proposta de Emenda Constitucional que torna a Caatinga patrimônio da União e a de revitalização do São Francisco. A idéia, segundo o coordenador da Bancada, Zezéu Ribeiro (PT-BA), é conseguir uma agenda do meio ambiente que contemple a região.
De acordo com Zezéu, a desertificação que vem ocorrendo na área da Caatinga assusta. “Essa zona, após a Mata Atlântica, é a mais urbanizada”, explicou. O ministro adiantou que terá mais atenção com relação a Caatinga, mas disse que precisará do apóio dos parlamentares. Segundo ele, a idéia é trabalhar em conjunto. Os governadores da Bahia e do Piauí, por exemplo, terão diálogo mais estreito. “Não haverão mais unidades de preservação sem consultas aos governadores”.
E é em busca dessa parceria, que o coordenador da Frente Ambientalista, Edson Duarte (PV-BA), destacou que é necessária ajuda para cuidar do Semi-Árido, que foi apontado como bioma mais frágil. “Pesquisas mostram que em pouco tempo esse bioma pode passar para situação de aridez”, adverte. A sugestão dele é de que sejam criados grupos de estudos para cuidarem do assunto. Além disso, o deputado chamou atenção para que que haja mudança no Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) e que ele se torne um gestor em combate à desertificação.
A idéia foi muito bem aceita pelo ministro. E também proposta pelo deputado Fernando Ferro (PT-PE). Ferro destacou que é preciso dar outra destinação ao DNOCS. Junto com isso, ele formalizou o interesse em destinar os mesmos recursos para o Rio São Francisco e a reintegração da Bacia, evitando que essa última receba mais.
O agrado de Minc ficou completo com a atitude do deputado Júlio César (DEM-PI) de colocar uma emenda para garantir que os recursos do fundo para desertificação sejam enviados ao Nordeste na ordem de 60% a 70%.
(por Grasielle Castro – [email protected])