31 de julho de 2025

Bancada do Nordeste. Deputados cearenses questionam o Bolsa Família Vicente Arruda (PR), José Guimarães (PT) e Gorete Pereira (PR) discutiram o tema com Patrus Ananias

.

Por admin
Publicado em

A Política Real acompanhou…



(Brasília-DF, 13/08/08) Os deputados cearenses aproveitaram o café da manhã com o ministro do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate a Fome, Patrus Ananias, para questionar o Bolsa Família. Vicente Arruda (PR) e José Guimarães (PT) ressaltaram que o programa mudou sua imagem de assistencialista para programa necessário.



Vicente Arruda destacou que o Bolsa era visto como um programa de filantropia e um caminho sem volta. “Mas vejo que é um programa que tem ser temporário com interação com outros programas”, disse. Para ele, existe um progresso notável, ma isso só não basta. O ministro disse que concorda que é preciso mais e afirmou as políticas sociais tem suas vértebras próprias. “O programa está dando certo pelos seus méritos, mas também está inserido em um contexto. Nós queremos ampliar as portas de entrada e dar ênfase às políticas de capacitação profissional”.



Já José Guimarães (PT-CE) lembrou que houve um processo de transformação política para que o programa tivesse sucesso. “Esses são programas que estão tirando as pessoas da pobreza. E isso não é fácil.



É mudar cultura. Todo sistema funcionando e alto índice de geração de empregos”, disse sobre as características do programa. Ananias, no entanto, disse que houve uma opção em tirar a questão social do assistencialismo e por no campo das leis, da transparência. “Estamos trabalhando nessa linha. E queremos crescer ainda mais no Brasil. Os dados continuam bons, 14 milhões de pessoas saíram da pobreza”, disse.



A deputada Gorete Pereira (PR-CE) sugeriu que o Bolsa Família fosse vinculado a uma ação produtiva, que a pessoa fizesse. “Diz se na minha região que se o algodão estivesse florando não existiria uma pessoa capaz de colhé-lo”, contou. Segundo ela, as pessoas apenas recebem o dinheiro, já comem e estão satisfeitas.



Apesar da crítica, o ministro afirmou que há uma pesquisa que comprova o impacto positivo dos programas do ministério nas economias locais.

“Estamos criando um mercado interno social. São empregos gerados, estímulo ao comércio, a indústria. As pessoas permanecem no campo e gastam o dinheiro por lá”, sintetizou.



Propostas de desenvolvimento

Para o Ceará, a proposta para o desenvolvimento da região ficou por conta do deputado José Airton (PT-CE). Depois de conseguir emplacar o caju nas merendas escolares, o deputado propôs ao ministro que invista no desenvolvimento da produção de caju. “É um grande elemento nutricional capaz de gerar emprego e renda. Ele poderia assumir o carro-chefe do desenvolvimento junto com o biodiesel”, argumenta. Para o parlamentar, assim como o caju, a mandioca também pode virar um programa de inclusão que pode mudar a face do Nordeste quanto a emprego e renda.



(por Grasielle Castro – [email protected] )