Bancada do Nordeste. 40 por cento dos recursos destinados ao Bolsa Família serão investidos no Nordeste. Patrus Ananias diz que não existe proteção e que está investindo onde há pobres…
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(Brasília-DF, 13/08/08) O ministro do Desenvolvimento Social e Combate a Fome (MDS), Patru Ananias, durante o café da manhã da Bancada do Nordeste, disse que está satisfeito com os resultados dos programas sociais do MDS e que pretende ampliar os investimentos de R$ 9 bilhões para R$ 29 bilhões. Desse montante, R$ 13,5 bilhões serão destinados a região Nordeste. Segundo ele, não existe nenhum tipo de preferência.
“Não é proteção. Só estamos seguindo o nosso objetivo que é atingir os pobres”, afirmou.
O café foi tomado de elogios e cobranças ao ministro. As principais cobranças foram com relação a cobrança de capacitação aos profissionais e de investimentos aos estados. O ministro disse está em andamento um programa para capacitar os beneficiários do programa. E quanto aos investimento mostrou número que comprovam que o ministério investe sim na região.
O deputado Júlio César (DEM-PI) foi um dos reclamou quanto ao dinheiro que é destinado ao Nordeste. Ele disse que na região, que abriga 28% da população brasileira, estão 48% dos pobres e ressaltou que a maior parte dos investimento do ministério estão na região Sul e Sudeste. “É lamentável que a maior parte dos recursos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) seja direcionados as regiões Sul e Sudeste. Se fosse dado o dobro do que é investido no Nordeste ainda seria pouco para alcançar o nível de desenvolvimento da região Sul”.
No momento em que os deputados pressionavam o ministro por mais investimento, ele aproveitou o espaço para cobrar mais espaço. Ele disse que o MDS tem 1,3 mil funcionários, desses 700 terceirizados, não tem sede, está espalhado por cinco bases, e atende mais de 600 mil pessoas. “Somos poucos e dispersados”, desabafou.
A declaração mais forte do café ficou por conta dos que criticam o fato de o Bolsa Família, carro-chefe do governo Lula, não exigir que o beneficiário trabalhe e pela denúncia da deputada Sandra Rosado (PSB-RN) de que no seu estado, existem municípios usando o bolsa família como moeda de troca. Quanto a isso, o ministro deixou claro que é preciso trabalhar contra o uso indevido dos programas do ministério.
(por Grasielle Castro – [email protected] )