31 de julho de 2025

Bancada do Nordeste. Presidente da Funasa destaca inclusão social de indígenas e quilombolas a partir das ações de saneamento. Cerca de 368 municípios nordestinos vão receber obras como combate a Doença de Chagas….

Bancada do Nordeste

Por admin
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(Brasília-DF, 18/10/2007) O presidente da Funasa, Danilo Forte, apresentou hoje durante café-da-manhã, as ações do PAC da Funasa, que beneficia principalmente as regiões Norte e Nordeste do Brasil. O programa vai atender principalmente comunidades indígenas, quilombolas, municípios da margem do São Francisco, e cidades com alta taxa de mortalidade infantil. Ao todo serão cerca de R$ 4 bilhões para financiar obras de saneamento, abastecimento de água e tratamento de resíduos sólidos.



Danilo ressaltou que um levantamento da Funasa apontou para a deficiência no saneamento e abastecimento de água nas populações indígenas do país. “Com o programa vamos universalizar o sistema de abastecimento de água na população indígena em 23 estados”, declarou. O Norte é a região que não vai conseguir atingir universalização devido a dificuldade geográfica da localidade. No caso do Nordeste, o presidente da Funasa explicou que o Piauí e Rio Grande do Norte são os únicos estados que não tem populações indígenas reconhecidas. “No Brasil existem 700 mil índios reconhecidos e 400 mil aldeados”, afirmou. No caso dos quilombolas, dentre as 1.110 reconhecidas, 300 foram selecionadas pela Funasa para ações do programa. Segundo Danilo Forte, a Bahia e o Maranhão são os estados com maior concentração dessas comunidades. “Queremos avançar na inclusão social dentro de uma política de saneamento”, relatou.



Outro foco de atuação do programa, que é de maior importância para o Nordeste, são os municípios com alto índices de Doença de Chagas. A Funasa detectou 622 localidades com taxas altas da doença, em que 368 são do Nordeste. Os números de municípios contemplados pelo programa nesta área em cada estado são: 98 na Bahia, 62 na Paraiba, 56 no Piauí, 46 no Ceará, 38 em Pernambuco, 31 em Alagoas, 29 Rio Grande do Norte, e 8 Sergipe. Além desses, 20 municípios da calha do São Francisco serão beneficiados dentro do programa de revitalização da bacia.



Foram selecionados também para o programa cidades com população abaixo de 50mil habitantes, e com alto índice de mortalidade infantil. Nessa área serão gastos R$ 810 milhões em abastecimento de água; R$ 1,5 bilhão para esgotamento sanitário; R$ 160 milhões para tratamento de resíduos sólidos; e R$ 340 milhões em saneamento domiciliar. No quesito abastecimento de água serão contemplados: 20 municípios do Ceará, 28 da Paraíba, 14 de Pernambuco e 18 do Rio Grande do Norte.



Danilo Forte ainda ressaltou a necessidade de se fazer investimentos na área de saneamento rural. “O Brasil tem cerca de 4 mil escolas rurais sem abastecimento de água”, informou. O presidente disse que vem fazendo parcerias com estados para atingir essa demanda, já que a instituição não tem recursos próprios para essas ações. A Funasa tem atuado conjuntamente com o Ceará, Pernambuco e Bahia.



(por Liana Gesteira – e-mail:[email protected])