BNB avalia que lei de renegociação de dívida rural “regulariza vida do produtor, resgata cidadania e dar novo acesso ao crédito”

(Brasília-DF, 22/03/2017) O diretor de Finanças e Crédito do Banco do Nordeste (BNB), Romildo Carneiro Rolim, afirmou nesta quarta-feira, 22, que Lei 13.340/2016, tem sido um instrumento importante do governo Michel Temer para que os produtores rurais do Nordeste e Norte renegociem suas dívidas com os bancos públicos.



Ele destacou que a lei possibilita a regularização da vida no campo, resgata cidadania e possibilita ao agricultor novo acesso ao crédito.



A execução da lei foi o tema central do café da manhã promovido pela Bancada Parlamentar do Nordeste na Câmara dos Deputados. Do encontro participaram, ainda, como palestrantes, o secretário-adjunto do Ministério da Fazenda, Ivandré Montiel da Silva, o diretor de Infraestrutura e Negócios do Banco da Amazônia (BASA), Valdecir Tose, e o vice-presidente e diretor da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Mário Borba.



Prestação de contas



“Eu vejo o resultado desta reunião como bastante produtivo porque a gente começa a fazer uma espécie de prestação de contas, em relação esse instrumento do governo, que é a Lei 13.340/2016, que por sua vez traz benefícios aos produtores rurais, tanto como a liquidação de suas dívidas e se não puder pagar, repactuação para pagar a partir de 2021”, declarou Rolim, em entrevista exclusiva ao portal da Política Real.



O Banco do Nordeste, segundo ele, tem avançado bastante em suas ferramentas para atender e melhor o produtor rural nesse momento.



“Estamos com nossas equipes em todas as agências do banco preparadas para receber e visitar o cliente, entrar em contato, fazer a divulgação e convencer que este é um instrumento de governo bastante promissor para não deixar nenhum produtor de fora desse processo de renegociação de dívidas, de regularização de suas vidas, resgatar a cidadania e ter oportunidade novamente de ter acesso ao crédito no Banco do Nordeste”, enfatizou.



Prorrogação da lei



Na reunião, o diretor da CNA, Mário Borba, defendeu a prorrogação da lei – extensão da aplicação dos benefícios aos contratos de pactuados a partir de janeiro de 2012, que não estão contemplados na Lei 13.340. Essa prorrogação seria feita através de uma Resolução do Conselho Monetário.



“Realmente as condições climáticas (na região Nordeste) continuaram as mesmas, houve dificuldade também a partir de 2012 (para os produtores rurais) e as instituições estão conversando com o governo a respeito de uma ferramenta que também venha trazer prazo, fazer repactuação e o produtor tenha condições honrar suas dívidas contratadas a partir de 2012”, defendeu Romildo Rolim.



Recursos do FNE



Ao ser informado que recentemente o presidente do Congresso Nacional, senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), propões a ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, a destinação de recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) para fortalecimento de ações do Bando do Nordeste, o diretor do BNB revelou otimismo.



“Os recursos do FNE, que para o ano de 2017 é de R$ 27 bilhões. Nós já estamos conversando com os governos dos estados para fazer aquela programação de aplicação. Em janeiro e fevereiro fizemos aplicação de parte desses recursos”, frisou.



Competitividade



Romildo Rolim informou que nesse momento o banco está trabalhando a questão da redução dos juros constitucionais, que vão trazer competitividade para este importante fande de desenvolvimento regional e fazer com que possamos atrair mais empresas interessadas. Ou seja, fazer atração de investimentos para o Nordeste e se consiga aplicar esses recursos.



“Importante neste momento é fazer a redução dos juros, que foi exatamente essa corrente que foi levado ao governo pelo presidente do Congresso, e que vai trazer atratividade e competitividade desse fande de recursos para que possamos aplicar junto ao setor produtivo da região”, acentuou Rolim.



(Por Gil Maranhão – Agência Política Real. Edição: Genésio Jr.)

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