Givaldo Carimbão: É preciso primeiro garantir a revitalização do São Francisco

O deputado Givaldo Carimbão (PSB-AL), presidente da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Minorias da Câmara, defendeu hoje, durante reunião da bancada do Nordeste com a ministra Marina Silva, a revitalização imediata das águas do Rio São Francisco. Segundo o deputado, antes de se pensar em transposição das águas do rio, é preciso que as obras de revitalizações sejam todas executadas.

“Independente da transposição, a revitalização do Velho Chico deve acontecer. Um exemplo claro, é que já são quilômetros de invasão do mar no rio. Então como pensar nessa polêmica da transposição, sem que seja feita uma revitalização?”, indagou o deputado, salientando que a sua posição é a mesma da bancada, bem como da ministra Marina Silva.

Ainda sobre o Velho Chico, Carimbão lembrou que revitalizar o Rio é uma questão social e não só ambiental. De acordo com o parlamentar, com as obras de revitalização será humanamente possível levar água potável para as comunidades da própria Bacia do São Francisco, hoje carentes de recursos hídricos. “Primeiro temos que garantir água para as pessoas que vivem as margens do Rio. Depois disso podemos falar em transposição”, declarou.

TRANSGÊNICOS – Sobre a aprovação da Medida Provisória que autoriza o plantio dos transgênicos no país, o deputado Givaldo Carimbão (PSB/AL) classificou a decisão do plenário da Câmara como “lamentável”. Segundo ele, a partir de agora a luta é legalizar a situação dos Organismos Geneticamente Modificados (OGMs), que será travada durante a discussão da Lei de Biossegurança, já em tramitação na Câmara.

“É lamentável, todos os anos é oficializada uma Mediada Provisória para esse tipo de plantio que ainda não tem legislação definida”, comenta o parlamentar, confessando é não é contra os transgênicos, porém eles só devem entrar no mercado após passarem por todos os testes. “Enquanto não se tiver um estudo específico do impacto ambiental, a clareza que não faz mal aos seres humanos e que é bom economicamente para o país, o Congresso não pode mais ficar aprovando MPs”, disse.

PRESSÃO – De acordo com Carimbão o que pode está acontecendo é que alguns deputados estariam votando na aprovação das MPs por pressão dos agricultores. “Se você perguntar para 95% da população o que é alimento transgênico não saberão responder. Então, o Congresso, que é a representação legítima do povo, deve ter a sensibilidade de perceber isso e não aprovar mais MPs”, destaca.

Para finalizar, o deputado questionou os argumentos dos agricultores de que o Brasil estaria perdendo mercado ao deixar de plantar sementes transgênicas. “Temos que decidir qual é o mercado que queremos. A China tem 1,3 bilhão de pessoas e não aceita transgênicos. A União Européia, que tem um grande mercado consumidor, também não os quer. Dizer que vamos perder o mercado dos Estados Unidos não é resposta, porque eles têm 280 milhões de consumidores. Não é nem a sobra do um bilhão de chineses”, resumiu.

Segundo dados do Ministério da Agricultura, apenas dois estados do Nordeste reconhecem plantar sementes geneticamente modificadas. No Piauí há 22 produtores rurais cadastrados pelo Ministério e na Bahia são 16 os que confessam plantar transgênicos. O número é mínimo, se considerado o total cadastrado de mais de 11 mil produtores, dos quais mais de 1,5 mil estão no Rio Grande do Sul.

Ouça a entrevista do deputado Givaldo Carimbão (PSB-AL), na sessão de áudios

(Da Redação)

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