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Análise: Rodrigo Maia é o retorno da política
18/08/2016 - 14:11h
14/07/2016 - 13:30h - Genésio Araújo Jr.
(Brasília-DF, 14/07/2016) A eleição de Rodrigo Maia, mesmo que para um mandato de passagem, que levará a um novo momento de escolha na Câmara Federal, logo ali, em fevereiro – não pode deixar de ser reconhecida como uma vitória da política.

A eleição de Eduardo Cunha em fevereiro de 2015 foi o início do fim do bonapartismo que se estabeleceu no Brasil durante um período em que houve crescimento econômico com um aprisionamento da dinâmica social, face a forma como os movimentos sociais e econômicos também passaram a se mover por quase uma década.

À luz do que se via, a eleição de Cunha foi a derrota da política do bonarpatismo, que impigiu ao País, naturalmente, sequelas. O então Presidente da Câmara se aliou aos excluídos do processo de então e se fez representar por uma “elite” política que ele criou, com jovens parlamentares ou personagens sem histórico relevante no Parlamento.

Cunha, o improvável, soube agir como poucos na realização de seus objetivos que foram facilitados pela inapetência da chefe de Governo de então, a presidenta afastada Dilma Rousseff.

A eleição de Maia traz para o centro do jogo político os profissionais tradicionais, que começaram reunindo interesses tanto do Governo como da Oposição. Isso é política parlamentar. Em sua fala inaugural, logo após o resultado da eleição, Rodrigo Maia lembrou primeiro do nome do líder do PT. Isso é política, meus caros!

É forçoso lembrar, por Justiça, que noutros momentos este analista salientava que fosse qual fosse o resultado da escolha do novo Presidente da Câmara Federal o Governo do Presidente da República, em exercício, Michel Temer sairia perdendo. Apesar do resultado da eleição em que um aliado saiu vitorioso e um outro acabou derrotado de forma acachapante, a maioria dos envolvidos vem se comportando bem, não indicando grandes problemas pela frente. A verdade é que os problemas virão.

O Centrão não deve ter um nome forte para conduzí-lo, em tese ele deve fenecer como ocorreu com o mesmo Centrão surgido à época da Constituinte de 1988. A verdade é que o parlamento ganhou o gosto pelo protagonismo, os grupos conservadores que circulavam dentro do Centrão devem voltar a se movimentar de forma nuclear como no passado, porém mais altaneiros. A sociedade brasileira está mais conservadora, face aos erros da esquerda.

Rodrigo Maia é um exemplar da política e dos políticos formados na dinâmica do jogo dos pesos e contrapesos que sabe pelo sofrimento do afastamento do poder que não é possível deixar de dialogar sempre com a sociedade.

Resta aguardar para ver no que vai dar!

( GAJr é coordenador editor da Política Real)
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